Túnel do Tempo: Os 50 anos de carreira de Gal Costa!

Em 50 anos de carreira, Gal Costa já foi fatal, doce bárbara, tropical, profana e plural. Hoje, prestes a completar 70 anos de idade, a cantora é nada menos que uma musa estratosférica em pleno vigor artístico, além de uma das maiores intérpretes da música brasileira. Não à toa, “Estratosférica” dá nome ao novo álbum da baiana, que reúne essencialmente composições de artistas da nova geração, a exemplo de Junio Barreto, Lira, Céu e Mallu Magalhães, e uma parceria inédita entre Criolo e Milton Nascimento.

Quem assina a direção artística do disco é o jornalista e crítico musical Marcus Preto, que assumiu a tarefa de reunir material fresco para Gal avaliar. “Cheguei a recolher um baú de 150 canções inéditas”, diz ele, em material distribuído à imprensa.

“Passávamos as tardes na casa dela, soterrados em dezenas de páginas com letras impressas e arquivos mp3. Ela ouvia, anotava, voltava, cantarolava por cima, separava. Podíamos ter feito dez discos, talvez ainda façamos”.

Um ano depois das primeiras audições, a cantora enfim entrou em estúdio e deu a dica para os produtores Kassin e Moreno Veloso: que eles enlouquecessem nos arranjos, porque a Baby Gal não queria nada careta, e sim um disco arrojado.

A postura diante do novo trabalho que se iniciava, ela admite, é consequência direta do impacto do álbum anterior, “Recanto” (2011), concebido do início ao fim pelo amigo e parceiro Caetano Veloso. De base eletrônica e experimental, o disco surpreendeu o público e a crítica pela ousadia, tirando a cantora da zona de calmaria em que se encontrava.

De certa forma, “Recanto” soou como um eco de uma das fases mais aclamadas da cantora, identificada com o início do Tropicalismo. “Embora ‘Estratosférica’ seja bem diferente do anterior, a intenção era que houvesse uma continuidade na proposta”, comentou Gal.

“‘Recanto’ foi um momento de ruptura como tantas que aconteceram na minha carreira. É bem uma coisa que gosto: romper, fazer e buscar coisas novas. Por isso o disco novo tem uma jovialidade muito bacana”.

IMPORTÂNCIA

Para a cantora, o interesse das plateias jovens pelo seu trabalho, especialmente o da década de 1960, já se fazia notar antes mesmo do lançamento de “Recanto”. Com “Estratosférica”, veio o interesse em dialogar ainda mais diretamente com esse público. “Era mais do que natural que isso acontecesse, então foi intencional cantar um repertório fresco, embora o Marcus tivesse ficado com a função de trazer esse repertório”, diz.

No entender de Gal, o sucesso não deixa de ser uma amarra para o artista – nesse sentido, “Estratosférica” também reafirma a importância que a cantora continua tendo no atual cenário da música brasileira. “Às vezes o artista cai naquela zona de conforto que sabe que dá certo, mas o risco também é um grande atributo do sucesso, a mudança em si, mas isso depende de cada um”.

Particularmente, Gal lida bem com os riscos, afinal, foi a musa da geração do desbunde que aguentou as pontas do movimento tropicalista enquanto Caetano e Gilberto Gil estavam no exílio. Um dos discos mais emblemáticos desse período é “Gal a todo vapor”, dirigido por Waly Salomão e lançado em 1971. “Acho que essas quebras são importantes porque trazem um vigor para a carreira. Às vezes se perde um público e se ganha outro, mas estou acostumada com isso. Meus 50 anos de carreira foram pautados por essas quebras”, completa.

PROJETOS

Gal Costa lembra que esteve em Manaus em 1973 com o show “Índia”, e depois disso ainda veio muitas outras vezes. “Após um tempo ficou tudo meio esquisito. Fazíamos turnês enormes pelo Nordeste, um mês ou um mês e meio viajando, e hoje em dia não tem mais isso. O mercado ficou diferente”, lembra ela.

Atualmente, a cantora trabalha com dois formatos de apresentação ao vivo. Um deles é o concerto “Espelho D’Água”, que ela fez para inaugurar a agenda musical do Teatro Safra, no ano passado. O segundo é “Ela disse-me assim”, só com músicas de Lupicínio Rodrigues no repertório. Patrocinado pelo Natura Musical, em breve o projeto deve ganhar registro em DVD.

Em clima de comemoração pelas cinco décadas de sucesso, o próximo show vai intercalar o repertório de “Estratosférica” com os hits que ela gravou ao longo da carreira. Gal começa a ensaiar este já no mês de agosto.

Fica para o próximo ano, porém, o projeto de documentário sobre o período em que Gal foi a cara e a voz da contracultura brasileira, durante o exílio dos colegas tropicalistas. A ideia do filme também é capitaneada por Marcus Preto, que planeja ter o cineasta Daniel Ribeiro (“Hoje eu quero voltar sozinho”) como parceiro.

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Curiosidades ‘estratosféricas’

O arranjo da faixa-título foi feito pelo maestro Lincoln Olivetti, pouco antes da morte dele, em janeiro deste ano. Com Rogê, ele também assina a música “Muita sorte”, a décima do disco.

Gal abre “Estratosférica” com o rock “Sem medo nem esperança”, musicado pelo paraense Arthur Nogueira a partir de versos escritos pelo poeta Antonio Cícero especialmente para a cantora. Ela fez algo parecido em 1970, quando abriu o disco “Legal” com “Eu sou terrível”, de Roberto Carlos e Erasmo.

Gal gravou “Namorinho de portão”, de Tom Zé, em 1969. Depois de mais de 40 anos sem dar voz a uma música do compositor, a cantora escalou a sexy “Por baixo” (também dele) como uma das faixas de “Estratosférica”.

Lira abriu mão de lançar “Jabitacá” (parceria com Junio Barreto e Bactéria) em seu novo disco, “O labirinto e o desmantelo”, para dar a exclusividade para Gal.

“Quando você olha pra ela”, música meio pop meio samba de Mallu Magalhães, foi escolhida como primeiro single do disco e também será a primeira a ganhar clipe.

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